
Olho o Pico. Abro a porta e sinto o cheiro do mar. Este mar azul que nos banha e nos traz variadas sensações... Gostaria de mergulhar nele e apagar de vez todas as minhas inquietações, limpar o espírito atormentado das dúvidas que teimam em reinar na minha alma... Não consigo esquecer, não consigo purgar de mim todas as emoções já vividas... Volto a vivê-las enleada em recordações de algodão doce ou de lágrimas derramadas... Não consigo esquecer... Não consigo deixar de ser inquieta e revolta... Lembro-me para além de tudo, vivo como fogo que teima em não se extinguir, como carícia que continua a ser sentida mesmo sem ser tocada... Recordo e nesta loucura de tempestades perdidas , olho o mar azul que deveria trazer-me a paz em potes de espuma branca. Onde estará o meu porto de abrigo? Que mar banhará a minha tranquilidade? Já não sei onde estou ou para onde vou...
O mar convida-me a entrar e eu olho-o mas não o alcanço...
(Foto: minha em Fevereiro de 2006)