2008-04-22

Tempestade...


Não há céu como o do meu Pico. Faz-me regressar às origens. Só me apaixonei por um céu assim, nos tempos da minha infância, quando o olhava em Setembro em Paraduça (terra natal do meu Pai)...
Olho-o da minha janela, o Sol deita-se nas nuvens em perfeito êxtase... o vento sopra forte agitando todas as emoções escondidas... Rendo-me à beleza eterna que o tempo ou o homem não conseguem tocar... O céu do meu Pico é intocável, só pode ser sentido... Pena, tenho daqueles que não o olham com a alma e não se deixam voar entre os cinzentos iluminados de amarelo vida...
Talvez a tempestade nos invada e o coração se delicie perante a imponência da mãe natureza...
Eu... Quem sou eu? divago nas nuvens que me entram pela janela e me tocam de mansinho num beijo terno fantasiado de sensações...
Olho-o, entrego-me, deixo-o invadir-me todo o meu ser... Sou sua, só sua... voando em devaneios sem fim... O que resta para além de mim?... Nada... vagueio por entre nuvens que anunciam tempestade e pelo sol que adormece no mar...
Estou aqui a olhar-te... perco-me estonteantamente apaixonada por ti... não sei o principio ou o fim... divago em ti... enrolada em nuvens de cetim... em tempestade de emoções... Bendidas emoções que vagueiam no vento...

2008-04-14

Pais e Filhos à Volta do Livro

São João










Piedade













Ribeiras









Não é meu hábito usar este espaço para este tipo de escritos, perdoem-me os linguistas se falhei no tipo de texto.



São 7h15 m da manhã, confesso-me estoirada, mas feliz...


A Comissão de Protecção das Crianças e Jovens das Lajes do Pico, através do Grupo de Trabalho constituído por Ana Jorge, Fátima Santos, Graça Ávila e eu, organizou um Encontro dividido em três Sessões com o tema: "Pais e Filhos à Volta do Livro", tendo como convidado Filipe Lopes - O Contador de Histórias. As sessões decorreram na Piedade, dia 11 de Abril, pelas 21 horas, participaram 17 adultos e 17 crianças; Nas Ribeiras, dia 12 de Abril, pelas 15 horas, participaram 10 adultos e 20 crianças; Em São João, dia 13 de Abril, pelas 15 horas, participaram 20 adultos e 23 crianças. O objectivo foi unir Pais e Filhos à volta de um livro, esquecendo por momentos as lides caseiras, os computadores, a televisão, os telemóveis e afins. Filipe Lopes demonstrou ao longo das três sessões um enorme dinamismo, mobilizando Pais e Filhos e fazendo-os interagir uns com os outros.

De ressalvar o humanismo, simpatia e empatia do nosso convidado, valores que se vão perdendo ao longo dos tempos.

Ao Filipe o nosso Muito Obrigado e a esperança de em breve voltarmos a fazer estas parcerias.


Um agradecimento especial à Vanda Lopes pela sua dedicação a este Projecto.


A todos os que participaram o nosso Obrigado e até breve...





























2008-04-11

Perfeição...


Resta o silêncio... Não há palavras para descrever tamanha beleza... São os olhos da alma que te admiram... que se perdem na tua magia...
Fica o silêncio... e tu majestosamente imponente, perante a nossa pequenez...
(Foto tirada hoje às 8h58m)

2008-04-07

Infinitivamente só....

Olho-te para além do que a visão alcança... procuro-te no sussurrar do mar, para além de mim e de ti...
Busco no infinito horizonte o Pico verdejante onde me encontro... está longe... muito longe! As gaivotas levam no seu voar as saudades que tenho de ti, dos teus verdes maravilhosos e do azul que é só teu, nada se compara às cores que tu me ofereces logo pela manhã... entregues em beijos de espuma branca e carícias de nuvens de cetim...
Perco o olhar... buscando-te por entre o vazio do nada ou do tudo...
Olho-te para além do olhar... buscando-te a alma como som de guitarra que se perdeu no tempo...
Infinitivamente só, deleito-me nos teus sentidos... dispo-me de conceitos e de razões e vagueio solitariamente neste mar teu...
Procuro-te para além do horizonte... para além de tudo o que me rodeia... Procuro-te solitária em busca de um sentido para caminhar... da mão que quero que estendas até mim, mas que desapareceu nas rajadas de vento norte...
Infinitivamente só... sei que te imaginei, não existes... nada existe, excepto esta dor que fere como punhal que ousaste cravar em mim...
Desejaria caminhar nesse mar imenso e perder-me nele sem destino... até encontrar nas margens do Pico o meu eterno porto de abrigo...
Infinitivamente só... tão só... preenchida de ti...



(Foto: José Luís Ferreira)

2008-03-18

Silêncios...

Silenciosamente olho-te… esse vermelho entardecer abraçado a nuvens cinzentas, quase negras… encanta-me!

Lá fora só o som das cagarras entoando cantigas de Amor...

O mar desmaia de prazer nas negras pedras... Cinzas, vermelhos, azuis misturam-se em plena harmonia, formando apenas um...

Os amantes entregam-se ao prazer... fundem-se no silêncio mágico da razão de sentir...

Silêncios... poemas pensados e nunca escritos... palavras que nunca se disseram... só silêncio!

Ébriamente bebo o prazer de te contemplar... deito-me nas tuas nuvens de cetim... sabem a algodão doce... já sabes que sim...

Silenciosamente entrego-me ao prazer de te admirar... sei que és intocável. Não importa... Posso amar-te no silêncio dos tons que me ofereces todas as noites...

Lá fora uma serenata de cagarras embala o início da noite... olho-te ... silenciosamente...

Enfeitiçada por ti... fica apenas o silêncio...

2008-03-09

Enfim... 47

Ao contrário da maioria das pessoas que conheço quando cheguei aos 4o anos, senti-me realmente bem... estava mais madura... mais sensível... mais atenta aos problemas dos outros, em suma mais humanizada, como se o percurso com vários tropeções da vida me tivesse ensinado a ser mais "sábia".


Reconheço que o final dos 45 e os 46 anos não foram muito positivos, tiveram muitos percalços, no entanto acredito que se tivesse passado o mesmo aos 20 ou 30, não teria sabido agir com a mesma harmonia que me fez ultrapassar essa fase menos boa.


Chegaram os 47... fechei imensas portas e abri de novo as janelas que valem a pena para arejar os meus dias. Deixei entrar o Sol e o vento norte varreu por completo algumas teias de aranha que teimavam em minar o que sou...


Estou em inquietante conjugação harmónica com a vida... Assim poderei voltar a voar livre nas asas das cagarras que já animam as noites do meu Pico...

Sei que algumas pessoas ao lerem este texto vão tirar ilações daquilo que não está escrito, não importa, o que me importa realmente é aquilo que os meus amigos conseguem ler no que escrevo...


Obrigado a todos que de alguma forma estiveram comigo neste dia.


















2008-03-06

Tonalidades ...

Perco-me a olhar-te, sinto-te pulsante a emergir da terra, sugando docemente a seiva que te alimenta... A chuva deixa-te encharcada, o vento norte agita-te furiosamente... Continuas ali mesmo assim... para deleite da minha vista preenchida pela tua beleza... saboreio-te, embriago-me com o teu cheiro... entrego-me ao puro prazer de te tocar suavemente, quase a medo... medo de não ser digna de ousar sequer pensar tocar-te... tamanha fonte de beleza, suavidade e efemeridade tu transmites...

Perco-me hoje a olhar-te, amanhã sei que quando te olhar já terás as tuas pétalas abertas ao Sol que te aquece... virei olhar-te todos os dias... sucessivamente as tuas pétalas irão caindo... até ao dia que cairão todas e tu voltarás à terra que te fez nascer...




(Estou cansada de dizer que as fotos são minhas, assim quando tal não acontecer, publicarei a respectiva autoria)

2008-03-03

Em vermelho fogo...

Ontem recebi uma lição de vida de um miúdo de 16 anos. Deu-me a ler um texto que tinha escrito que falava sobre a sociedade actual, essencialmente sobre sentimentos. Descreveu de uma forma pertinente as relações. O sexo confundido com o Amor. O aproveitamento das emoções e da sensibilidade de algumas pessoas por outras que mentem e mascaram sentimentos com belas palavras apenas para obterem o que querem, depois deitam-nas fora como algo descartável e sem qualquer significado. Seguem sempre em frente não sentindo qualquer mágoa por terem ferido outro ser. Como é verdade esta realidade.
Falava também do sinónimo de felicidade no mundo actual que passa por ter um bom emprego, uma boa casa, um excelente carro. Quando a felicidade afinal se atinge não pelos bens materiais mas por pequenas coisas simples para as quais não se dá atenção, nem valor.
O texto estava de tal forma bem escrito, que me perguntei :”Que raio ando eu aqui a fazer, quando um miúdo de 16 anos escreve muito melhor que eu?”
Estamos um pouco habituados a achar que miúdos desta idade são imaturos, confesso que já lidei com muitos homens, que o são muito mais.
Perante este belo pôr do sol detive-me no texto que tinha lido e deitei-me com a alma cheia de beleza... pena que não tenha autorização para publicar aqui uma mensagem tão importante... ficam as palavras doces de quem aprendeu a viver a vida respeitando os outros e dando valor ao que realmente o tem...
(Foto - minha)

2008-02-20

Emotivamente, eu...


Voei toda a noite em pensamentos, emoções, sensações e desejos... dormi pouco, nos braços dos anjos.
Estou cansada, farta diria até, de andar constantemente inquieta, de ter as emoções à flor da pele... de procurar constantemente o meu porto de abrigo, de nunca saber se vou ou estou.
Estou sempre presente dizem os amigos, pois estou! Será esse o mal? O não conseguir desligar, ou o desligar-me de mim para estar sempre presente nos outros? Não sei, aliás não sei nada.
Cada vez que julgo que estou segura, a salvo de todas as inquietações, algo me vem inquietar e pedir a minha atenção. Sempre foi assim, talvez seja sempre assim...
Sei que não sou nada lógica, que vivo sempre em tornados de emoções e sensações, que quanto mais amo uma pessoa, mais sensível me sinto perante tudo o que a rodeia, que quase adivinho aquilo que as palavras não dizem. Cada vez me convenço mais que os melhores sentimentos são partilhados no silêncio dos afectos...
Todos os grandes momentos de vida que vivi foram gerados em sensações e emoções... A primeira vez que senti os meus filhos mexerem-se dentro de mim, quando ao nascerem os deitaram em cima de mim, quando os beijei entre lágrimas, quando os abraço antes da noite acabar, quando os olho quando o dia começa e o beijo tarda... Quando apaixonadamente me apaixono pelo pôr-do-sol, pelo nascer do dia, pela eterna Montanha, pela chuva que me escorre no rosto, pelo Sol que me beija ao amanhecer... Quando divago sem porto de partida ou chegada...
Não deve ser nada fácil conviver com alguém como eu, uma fulana, que está sempre em constante e permanente inquietação, que repudia as convenções, os moralismos, os preconceitos e que vive ao sabor das vagas de mar...
Procuro mesmo um porto de abrigo? Quero mesmo aquietar a minha alma? Sei lá... Deixem-me voar nas asas das gaivotas, em sopros de vento norte...



(Foto - minha)

2008-02-15

Olhar-te...

A madrugada acordou-nos com um sorriso.... Olhámo-nos intensamente e no silêncio do dia que acabava de nascer, deixei-te ler-me a alma profundamente inquieta, que só tu sabes entender...
Desnudei-me por completo sobre o teu olhar que não se desviava do meu... então entendi que seremos sempre apenas um... para sempre...
Adormeci de novo, feliz, nos teus braços...







(Foto minha)

2008-02-07

Sentidos...


Acordei gelada, são 6h45m da manhã.
Venho à varanda e deparo-me com a minha Montanha vestida de branco... aquece-me de imediato a alma e o corpo perante tamanha beleza... fiquei ali parada no silêncio da madrugada a olhá-la...
Deixo as lágrimas escorrer... e completamente só, fico ali sentada a contemplar a beleza que não se esgota, o encantamento que não finda, a paixão que não se extingue....
Lá fora só eu e os passáros disfrutamos desta magia... impera a ausência das falsas palavras... dos sentimentos fingidos...das promessas quebradas... de felicidades por inventar...
Invento um sorriso... volto para a cama abraçada em branco neve, que me aquece e me faz sonhar...

2008-02-04

Montanha...

Detenho-me a olhar o Pico, abraçado em nuvens brancas de algodão doce... o seu imenso verde quase que desaparece no azul cinza que se quer impôr...
Deixo a minha alma inquieta vaguear no meio de tanta cor e luz, por momentos, estou em paz. Nada me faz sentir tão livre e tranquila como a montanha que me obriga a amá-la, como se tudo o resto deixasse de existir.
Não basta olhá-la, é imperioso sentir a magia que ela emana e nas asas das gaivotas voar livremente até ela...pertencer-lhe como se fizesse parte intrínseca de nós...ou nós dela...
Perco-me sempre, ou se calhar, encontro-me sempre, quando ela decide mostrar-se, como uma virgem recatada que se guarda só para quem ela quer...
Desejara ser nuvem, sol, chuva, vento, gaivota ou cagarra para poder adormecer tranquilamente nos seus braços...


Foto: minha

2008-02-01

Carnaval 2008...












Como diz o velho ditado: "A vida são dois dias e o Carnaval são três". Verdade ou mentira o certo é que as ruas das Lajes do Pico se encheram de cor, música e alegria. Mais uma vez a Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico organizou um cortejo onde participaram alunos e professores.

Com um grande número de assistentes, apesar do frio e da chuva que ameaçava cair, a Vila ganhou "vida" uniu-se e participou animadamente neste acontecimento.

Será tempo de se tirarem máscaras e, de fantasiar a Vida com cor, música e alegria durante 366 dias.

Bom Carnaval e nada de excessos...





Fotos: minhas (e como não podia deixar de ser dei destaque aos meus dois amores e amigos)

2008-01-23

Preocupações e/ou indiferenças



Andam as revistas côr de rosa e, não só, preocupados com os casos mediáticos da Carla Bruni e do Sarkozy ou do Hugo Chavez com a Naomi Campbell. Se namoram, se vão casar, se já casaram. Ao tomar o pequeno almoço no café, embora tente desligar, ouço que o fulano a anda com a fulana b e a fulana b com o fulano c e assim sucessivamente, dariámos de certeza a volta ao alfabeto e voltávamos ao ponto zero.

Nada destes assuntos me preocupam, ou tiram o sono. O que me deixa preocupada, impotente, triste e até me tira o sono são os dados que constam do Dossier do Desenvolvimento e do Ambiente (ONU), que passo a citar:

"Poderíamos salvar a vida de 5 milhões de crianças que morrem de diarreia todos os anos. Custo: 700 milhões de euros, ou seja, a quantia que o mundo gasta em armas, apenas em 6 horas;
Poderíamos equipar 80 000 aldeias com bombas para tirar água. Custo: 12 milhões de euros, ou seja, a quantia que se gasta num só teste nuclear;
Poderíamos salvar as florestas tropicais. Custo: 1,4 bilhões de euros por ano por um período de 5 anos, ou seja, a quantia que o mundo gasta em armas no período de 12 horas;
Poderíamos impedir a desertificação. Custo: 5,6 biliões de euros, ou seja, a quantia que o mundo gasta em armamento em apenas 2 dias".
Outra fonte Oficial diz:
" - Existem no mundo cerca de 639 milhões de armas de pequeno porte, uma para cada 10 pessoas;
- São produzidas todos os anos mais de 2 balas por cada ser humano;
- 500 000 pessoas são mortas por armas convencionais todos os anos: 1 pessoa por minuto;
- Calcula-se que há 300 000 crianças-soldados envolvidas em conflito;
- 1/3 dos países do mundo gasta mais na defesa e equipamento militar do que nos serviços de saúde e de segurança social;"
Como alguém dizia: "Só se pode filosofar de barriga cheia", se calhar, eu só atenta a isto porque a minha não está vazia. No entanto algo tenho como certo, não me preocupo com a vida do Sarkozy, do Hugo Chavez ou com os casos dos fulanos a e b desta terra...
Fotos: (retiradas da Net)


2008-01-21

Em sonhos do meu Pico...

Ao acordar deparei-me com o azul céu e o Pico, a minha montanha, a impor-se a quem nela detinha o olhar.

Como sempre parei extasiada a olhá-la. Os seus contornos, que relembram o seio de uma mulher, acordavam o horizonte e abraçavam o céu em beijos de ternura tímida.

Todos os meus sonhos voltaram a ser azuis, como o azul céu e mar a acarinhar o verde da montanha que nos deslumbra.

Perdi-me para lá do reboliço da hora matinal, esqueci o ruído das conversas e dos carros que teimam em acelerar, centrei-me na Montanha e voltei a apaixonar-me por esta magia com cheiro a mar que a abraça de mansinho e o céu que lhe sussurra palavras de amor.

Voei nas asas de uma gaivota e entreguei-me ao sabor da magia e cor. Nada mais importa, tudo volta a ser azuis e verdes que se entrelaçam em corpos nus, despidos de preconceitos prendendo-se na beleza de sentir, de dar, de amar, de sonhar...

Como é belo o meu Pico, como descansa a minha vista nesta Montanha que me desperta todas as emoções. Neste enamoramento sou livre e entrego-me plenamente nas asas do sonho...

Estou na ponta do meu Pico e aí, sem telemóvel ligado, deixo-me voar numa nuvem de branco cetim...


(Foto: minha)

2008-01-18

Em compasso de espera...

Estou triste, dessas tristezas que se abatem sobre nós quando nos apercebemos que o sonho afinal não era azul, mas sim cinzento escuro de uma noite sem luar.




Olho o mar revolto que se agita em vagas altas atirando-me para as negras pedras ou para mar alto onde não se vislumbra a terra.




O céu está coberto de cinza a prometer uma chuva que já sinto cá dentro, se calhar, só se calhar, são as lágrimas que escorrem no meu rosto e que não deixo ninguém enxugar.




Não me importo de demonstrar a minha tristeza, sinto-a, está presente até no sorriso que teimo em oferecer. Vá lá, ainda consigo esboçar um triste sorriso, apesar das lágrimas continuarem a percorrer o meu rosto e morrerem lentamente nos meus lábios. Sabem a sal, tal como o mar, que me acalenta o desejo eterno de nele me perder...




Os sonhos deveriam ser eternamente azuis, mas não, alguns ganham vida, outras cores e voam nas asas das gaivotas à procura de outras pedras, outros lugares. Outros tornam-se cinzentos, acabam por morrer e levar com eles um pouco de nós...




Os sonhos, só por serem sonhos, nunca deveriam morrer, deviam esvoaçar livres na brisa do vento norte e espalhar por onde passassem sementes de amores, paixões eternas, cânticos divinos, abraços silenciosos e beijos perdidos no desejo e no tempo...




Os sonhos deveriam ser azuis... mas, como nada é linear na vida, este meu sonho, de que hoje acordei, é apenas e só cinza escuro.















(Foto: José Luís Ferreira)











2008-01-17

As minhas melhores amigas

A minha mãe A minha Princesa












A minha irmã





Hoje comemora-se o "Dia das Amigas", não podia deixar passar o dia sem fazer referência aquelas que são, sem qualquer sombra de dúvida, as minhas melhores AMIGAS. Elas não necessitam de um dia em especial, são-no ao longo de todos os dias, em todos os minutos e segundos do meu caminho. Para estas três Mulheres deixo o meu eterno carinho. A palavra Amor é pouco para eu descrever o que sinto por elas, por isso fica o silêncio do nosso sorriso...

2008-01-07

Sombras...



De volta ao Pico e a este espaço que não consegui acabar porque faz parte de mim como se fosse um filho que concebi e dei à luz.

Aqui estou de novo sem certezas de nada e com dúvidas de tudo. Continuo na incerteza constante se estou, ou não, mesmo aqui.
O meu pensamento voa nas asas das nuvens e parte em divagações que ultrapassam a razão ou o senso comum. Não há hipótese, por mais que deseje ser realista, sou mesmo uma sonhadora, vivo de sonhos, que às vezes, se tornam autênticos pesadelos. Há em mim um permanente desassossego, uma inquietação constante que nunca se acalma. Por muito que caía continuo eternamente apaixonada, pela vida, pelas pessoas, por aquilo que faço ou imagino fazer, não consigo viver de uma outra forma, apesar de todas as desilusões com que me vou cruzando nos meus dias. Pergunto-me se não será melhor repensar os meus passos, atracar o barco da minha vida num porto seguro onde o mau tempo não o atinja e aquietar-me no meio termo de uma vida vivida assim, sem grandes ondas de mar.
Comecei 2008 em pura reflexão, fechei várias portas que estavam abertas em 2007, consegui perceber que o ser humano é realmente o pior dos bichos à face da terra, usam e abusam dos crédulos, daqueles que acreditam nas pessoas, daqueles que se dão por inteiro, por isso a partir de agora estarei aqui de mente e coração aberto apenas para aqueles que navegam no mesmo mar que eu... Feliz 2008 para os que frequentam este espaço.


(Foto: José Luís Ferreira)

2007-12-11

Reflexão

Este céu do meu Pico não deixa de me encantar e ajuda-me a reflectir, pois é amigos, entrei em período de pura reflexão. Este, será provavelmente, o meu último texto de 2007.

Todos os anos por esta altura fecho-me na minha concha e medito nos passos que dei, no que vivi e traço um rumo para o ano seguinte. Verdade seja dita que me afasto quase sempre do rumo que tracei...

Estou a pensar seriamente em terminar com o "Devaneios", este blog nasceu a 25 de Março de 2006, foi uma forma de publicar os meus estados de alma, a que chamo de minhas tonterias, de expor sentimentos e emoções. Com ele, ou à volta dele, entreguei-me por completo ao prazer de escrever, sem me preocupar, se isso iria ter ou não, algum interesse para alguém, o que importava é que o que eu sentia. Deixei-vos aqui imensos pedaços de mim espalhados ao acaso.
Penso ter chegado a hora de o deixar hibernar num sono eterno...
A todos aqueles que me têm acompanhado, desejo-vos um Feliz Natal onde o Amor vença o consumismo doentio e que o Ano de 2008 seja um excelente Ano para todos vocês.

2007-12-01

Irmão e Amigo Paulo

Raras são as vez que publico um texto sem imagens (desculpem-me sou uma amante da imagem, mas esqueci-me da máquina). O Padre Paulo Areias celebrou hoje uma festa, reunindo à sua volta vários amigos das variadas Paróquias onde exerce e exerceu o Sacerdócio.
No bar "Culto do Tempo" celebrámos a amizade, a dávida, a partilha. Num espaço encantador com o Faial como pano de fundo e uma imensidão de mar, vivemos uma tarde fantástica. Mais uma vez o Padre Paulo Areias mostrou-se, tal como é, um sobrevivente e um lutador (terás sempre o nosso apoio).
Não posso deixar passar este dia em "branco", todos juntos à volta de um pastor que conhece as suas ovelhas, celebrámos a vida, oferecemos vida, partilhámos vida, devemos ao Padre Padre Paulo Areias o significado daquilo que partilhámos, pois foi ele, que ao longo do tempo nos incutiu o espírito que hoje comungamos.
Felicidades e Parabéns Senhor Padre, destes amigos, que longe ou perto, não o esquecem.
Já agora se tiver fotos, por favor, mande-me.