2008-01-21

Em sonhos do meu Pico...

Ao acordar deparei-me com o azul céu e o Pico, a minha montanha, a impor-se a quem nela detinha o olhar.

Como sempre parei extasiada a olhá-la. Os seus contornos, que relembram o seio de uma mulher, acordavam o horizonte e abraçavam o céu em beijos de ternura tímida.

Todos os meus sonhos voltaram a ser azuis, como o azul céu e mar a acarinhar o verde da montanha que nos deslumbra.

Perdi-me para lá do reboliço da hora matinal, esqueci o ruído das conversas e dos carros que teimam em acelerar, centrei-me na Montanha e voltei a apaixonar-me por esta magia com cheiro a mar que a abraça de mansinho e o céu que lhe sussurra palavras de amor.

Voei nas asas de uma gaivota e entreguei-me ao sabor da magia e cor. Nada mais importa, tudo volta a ser azuis e verdes que se entrelaçam em corpos nus, despidos de preconceitos prendendo-se na beleza de sentir, de dar, de amar, de sonhar...

Como é belo o meu Pico, como descansa a minha vista nesta Montanha que me desperta todas as emoções. Neste enamoramento sou livre e entrego-me plenamente nas asas do sonho...

Estou na ponta do meu Pico e aí, sem telemóvel ligado, deixo-me voar numa nuvem de branco cetim...


(Foto: minha)

2008-01-18

Em compasso de espera...

Estou triste, dessas tristezas que se abatem sobre nós quando nos apercebemos que o sonho afinal não era azul, mas sim cinzento escuro de uma noite sem luar.




Olho o mar revolto que se agita em vagas altas atirando-me para as negras pedras ou para mar alto onde não se vislumbra a terra.




O céu está coberto de cinza a prometer uma chuva que já sinto cá dentro, se calhar, só se calhar, são as lágrimas que escorrem no meu rosto e que não deixo ninguém enxugar.




Não me importo de demonstrar a minha tristeza, sinto-a, está presente até no sorriso que teimo em oferecer. Vá lá, ainda consigo esboçar um triste sorriso, apesar das lágrimas continuarem a percorrer o meu rosto e morrerem lentamente nos meus lábios. Sabem a sal, tal como o mar, que me acalenta o desejo eterno de nele me perder...




Os sonhos deveriam ser eternamente azuis, mas não, alguns ganham vida, outras cores e voam nas asas das gaivotas à procura de outras pedras, outros lugares. Outros tornam-se cinzentos, acabam por morrer e levar com eles um pouco de nós...




Os sonhos, só por serem sonhos, nunca deveriam morrer, deviam esvoaçar livres na brisa do vento norte e espalhar por onde passassem sementes de amores, paixões eternas, cânticos divinos, abraços silenciosos e beijos perdidos no desejo e no tempo...




Os sonhos deveriam ser azuis... mas, como nada é linear na vida, este meu sonho, de que hoje acordei, é apenas e só cinza escuro.















(Foto: José Luís Ferreira)











2008-01-17

As minhas melhores amigas

A minha mãe A minha Princesa












A minha irmã





Hoje comemora-se o "Dia das Amigas", não podia deixar passar o dia sem fazer referência aquelas que são, sem qualquer sombra de dúvida, as minhas melhores AMIGAS. Elas não necessitam de um dia em especial, são-no ao longo de todos os dias, em todos os minutos e segundos do meu caminho. Para estas três Mulheres deixo o meu eterno carinho. A palavra Amor é pouco para eu descrever o que sinto por elas, por isso fica o silêncio do nosso sorriso...

2008-01-07

Sombras...



De volta ao Pico e a este espaço que não consegui acabar porque faz parte de mim como se fosse um filho que concebi e dei à luz.

Aqui estou de novo sem certezas de nada e com dúvidas de tudo. Continuo na incerteza constante se estou, ou não, mesmo aqui.
O meu pensamento voa nas asas das nuvens e parte em divagações que ultrapassam a razão ou o senso comum. Não há hipótese, por mais que deseje ser realista, sou mesmo uma sonhadora, vivo de sonhos, que às vezes, se tornam autênticos pesadelos. Há em mim um permanente desassossego, uma inquietação constante que nunca se acalma. Por muito que caía continuo eternamente apaixonada, pela vida, pelas pessoas, por aquilo que faço ou imagino fazer, não consigo viver de uma outra forma, apesar de todas as desilusões com que me vou cruzando nos meus dias. Pergunto-me se não será melhor repensar os meus passos, atracar o barco da minha vida num porto seguro onde o mau tempo não o atinja e aquietar-me no meio termo de uma vida vivida assim, sem grandes ondas de mar.
Comecei 2008 em pura reflexão, fechei várias portas que estavam abertas em 2007, consegui perceber que o ser humano é realmente o pior dos bichos à face da terra, usam e abusam dos crédulos, daqueles que acreditam nas pessoas, daqueles que se dão por inteiro, por isso a partir de agora estarei aqui de mente e coração aberto apenas para aqueles que navegam no mesmo mar que eu... Feliz 2008 para os que frequentam este espaço.


(Foto: José Luís Ferreira)

2007-12-11

Reflexão

Este céu do meu Pico não deixa de me encantar e ajuda-me a reflectir, pois é amigos, entrei em período de pura reflexão. Este, será provavelmente, o meu último texto de 2007.

Todos os anos por esta altura fecho-me na minha concha e medito nos passos que dei, no que vivi e traço um rumo para o ano seguinte. Verdade seja dita que me afasto quase sempre do rumo que tracei...

Estou a pensar seriamente em terminar com o "Devaneios", este blog nasceu a 25 de Março de 2006, foi uma forma de publicar os meus estados de alma, a que chamo de minhas tonterias, de expor sentimentos e emoções. Com ele, ou à volta dele, entreguei-me por completo ao prazer de escrever, sem me preocupar, se isso iria ter ou não, algum interesse para alguém, o que importava é que o que eu sentia. Deixei-vos aqui imensos pedaços de mim espalhados ao acaso.
Penso ter chegado a hora de o deixar hibernar num sono eterno...
A todos aqueles que me têm acompanhado, desejo-vos um Feliz Natal onde o Amor vença o consumismo doentio e que o Ano de 2008 seja um excelente Ano para todos vocês.

2007-12-01

Irmão e Amigo Paulo

Raras são as vez que publico um texto sem imagens (desculpem-me sou uma amante da imagem, mas esqueci-me da máquina). O Padre Paulo Areias celebrou hoje uma festa, reunindo à sua volta vários amigos das variadas Paróquias onde exerce e exerceu o Sacerdócio.
No bar "Culto do Tempo" celebrámos a amizade, a dávida, a partilha. Num espaço encantador com o Faial como pano de fundo e uma imensidão de mar, vivemos uma tarde fantástica. Mais uma vez o Padre Paulo Areias mostrou-se, tal como é, um sobrevivente e um lutador (terás sempre o nosso apoio).
Não posso deixar passar este dia em "branco", todos juntos à volta de um pastor que conhece as suas ovelhas, celebrámos a vida, oferecemos vida, partilhámos vida, devemos ao Padre Padre Paulo Areias o significado daquilo que partilhámos, pois foi ele, que ao longo do tempo nos incutiu o espírito que hoje comungamos.
Felicidades e Parabéns Senhor Padre, destes amigos, que longe ou perto, não o esquecem.
Já agora se tiver fotos, por favor, mande-me.

2007-11-25

Noite luz..

O Sol deita-se de mansinho no mar. A lua vem beijá-lo devagarinho e aconchegá-o em lençois de espuma branca.
Tudo pára, o tempo deixa de existir, somos só nós a olhar o chegar da noite, não de trevas, mas de luz...
Olhamos o mesmo pôr-do-sol, a mesma lua que o beija e deixamo-nos viajar em pensamentos de amor, alguns só pensados, outros tantos vividos. Ali somos só nós e a natureza infinita que nos rodeia. Ali sou sereia em asas de vento norte e tu, bem tu, és o encantador de sereias que navega solitário...
Não necessito de dizer que te amo, porque amo-te tão simplesmente como o Sol adormece ou a lua nos embala. Não quero palavras, quero-te no silêncio, no suave murmurar das ondas a desfalecer de prazer nas pedras negras, na lua cheia que nos ilumina...
Quero-te hoje e sempre, quero viver os nossos sonhos a dois, o entrelaçar das mãos que nunca se gasta, o beijo/desejo murmurado baixinho... Quero-te sempre, nas asas das gaivotas, nos gritos oprimidos no peito, na razão sem razão para dar ou estar...
Quero-te, sem te querer meu, não te quero preso a mim, não te quero com obrigações ou falsos moralismos, quero-te livre assim, em asas de gaivotas, em mares desconhecidos, tempestades violentas, mar azul em acalmia de Verão... Quero-te tanto que chega a doer, dói a dor de não te ter perto de mim mesmo quando invades os meus pensamentos e só tu existes...
Olho o Sol a adormecer no mar e a lua a beijá-lo de mansinho.
Tu e eu deitamo-nos em noites de luz...

2007-11-16

Sonhei-te...

Ontem sonhei-te.

Estávamos de mãos entrelaçadas a olhar o mar, sem palavras, só as nossas mãos falavam em gritos de gaivotas que esvoaçavam. Não nos olhávamos, o nosso olhar perdia-se no infinito azul e a nossa alma vagueava nas pedras negras salpicadas de espuma branca.

Ontem sonhei-te. As nossas mãos diziam todas as palavras que saíam das nossas almas. Estávamos ali, perdidos no tempo e no espaço e amávamo-nos totalmente sem sequer nos tocarmos. Era pura sintonia.


Ontem sonhei-te, sabes a mar e a chocolate. És vento norte em que tudo esvoaça, até os meus beijos.


Ontem sonhei-te, olhávamos o mar e as nossas mãos entrelaçadas tocavam a mais bela melodia, era como se os nossos corpos se entregassem por completo fazendo um só corpo, uma só música que entoavam por nós.


Ontem sonhei-te. Hoje ao acordar as nossas mãos não estavam unidas e o nosso sonho voava nas asas das gaivotas e, cada um de nós, buscava um outro sonho...

2007-11-12

Vulcão adormecido...

"...vamos rebentar o vulcão adormecido da fé dos católicos do Pico..." esta frase é do meu melhor Amigo, que por acaso, ou não, até é Padre. Não vou fazer aqui uma Catequese. O meu blogue é de sentimentos, sensações, desejos descobertos, de vida e de Amor. E a fé? Será que não é por ter fé que consigo partilhar convosco aquilo que sinto e penso? Será que se não tivesse fé não me esconderia numa concha com medo do que a sociedade poderia dizer? Pensem vocês, eu estou aqui, sempre despida de preconceitos aceitando aquilo que vocês conseguem ler no que escrevo (infelizmente alguns só lêem o que querem e não aquilo que eu quero dizer, paciência...).
Não vos vou falar de Fé, embora eu ache que se não temos Fé, não temos nada (entendo por Fé, acreditar no ser humano, dar, apoiar, estar disponível para...).
Falemos dos verbos que quase não existem no nosso actual vocabulário: O verbo Dar e o verbo Amar, onde andarão estes verbos? Depois de pesquisar descobri que foram substituídos pelos verbos: Ter e Comprar, porquê? já explico...
Temos de ter uma boa casa, um bom carro, um bom computador (se possível melhores que os do vizinho), temos de viajar, temos que nos mostrar, temos que ter roupas de marca, temos de parecer aquilo que outros querem... temos de...
Compramos tudo no supermercado, até compramos emoções , amigos, amores e tempo (ou pensamos comprar). Compramos aos filhos o computador de topo de gama, a playstation, o melhor telemóvel, porque não inventámos tempo para conversar com eles, para entender os seus sonhos, para aceitar as suas dúvidas e opiniões, para dar carinho, esgotámos o nosso Amor e o acto de lhes dar algo nosso. Não sabemos dar tempo para Amar, para escutar, para dar a mão, para estar em silêncio lado-a-lado partilhando emoções e sentimentos, para dizer simplesmente: "Estou aqui".
Com fé ou sem fé é urgente reaprender os verbos Amar e Dar e esquecer na ânsia do tempo, o Ter e o Comprar, senão não vislumbro o caminho para aqueles a que ousámos dar a vida. Acredito, ou tenho Fé, que os Homens vão entender as diferenças e voltar a conjugar os verbos importantes.

2007-11-07

Verdes caminhos...

Voltei anos atrás! Desci estas escadas de pedra muitas vezes. Hoje, os limos tomam conta delas, já não se podem descer (outras de cimento, deram lugar a quem quer descer até ao mar). Ao olhá-las repensei uma série de coisas, na minha memória bailaram imensos pensamentos, vi e revi a minha vida e cheguei à conclusão que breve foi o momento entre o passado e o presente, demasiadamente breve, como um "piscar de olhos".
Hoje sei que não tenho respostas, só perguntas. Não tenho certezas, mas muitas dúvidas. Tenho alegrias e tristezas misturadas como cânticos antigos. Tenho lágrimas e sorrisos tal como o mar passa de calmo a tempestuoso. Continuo sem saber para onde vou, ou onde estou. Revejo-me nos limos verdes que tomaram conta das pedras, como tantas coisas tomaram conta dos meus dias, algumas tão pequeninas que não valeram o esforço que fiz para as viver, outras grandes, enormes diria, que me fizeram viver dias em segundos de breve instante. Não sei viver no cinzento! Não gosto do cinzento! Amo intensamente, vivo tudo intensamente, não sei navegar neste mar da vida de uma outra forma. Tenho de estar apaixonada pela vida, pelas pessoas, pelo trabalho, pelos livros que deixo na mesa de cabeceira em lista de espera.
Já não tenho idade de mudar. Por isso que importa as respostas que não sei, as dúvidas que nunca serão certezas, as alegrias e as tristezas, os sorrisos e as lágrimas que andam todos à mistura num furacão de sentidos, o nunca saber qual é o caminho, a mania de não perceber a partida e a chegada, que importa? Vivo num dilúvio de emoções e são elas que dão côr à minha vida.



(Azenhas do Mar - foto de José Luís Ferreira)

2007-10-31

Em cantos de...

Poisam suavemente nas pedras, descansando do cansaço de longos voos, contam-lhes histórias de outros lugares. Olham o mar a quem chamam de Amigo e depois batem as asas em busca de alimento ou de outras margens. Perco-me a olhá-las, trazem no bico saudades das palavras e nas asas os anseios do meu sonho por alcançar e de tantos outros que realizei.
São livres, como livres deveriamos poder ser, sim nós os humanos, a quem foi dada a capacidade de pensar, de construir, de amar. Mas não! procuramos a mesquinhez, o matar, o dizer mal, o sorriso à desgraça dos outros. Isso não é ser livre é antes estar preso em grilhetas de uma sociedade que não consegue olhar o belo e perde-se no vazio dos sentimentos.
Elas, esvoaçam em bebedeiras de azul e espuma branca alcançando o paraíso que nós nem ousamos imaginar porque fechámos o coração e perdemos algures no espaço e no tempo a capacidade de nos darmos uns aos outros.
Sei que as gaivotas da Ericeira são iguais às gaivotas do meu Pico, sei que as cagarras(os) são iguais em qualquer sítio onde estejam e, infelizmente sei, que nós humanos somos iguais onde quer que estejámos.
Voo com as gaivotas e as cagarras, estou para além de mim e do todo e, quando volto ao meu lar, estou de novo aqui à procura das fantasias e sonhos que alguém me ensinou a Amar...


(Ericeira - foto de José Luís Ferreira)

2007-10-29

Para além de...

Ninguém sabe até onde nos levam os pensamentos, às vezes até nem nós próprios. Surgem ao acaso como o mar que se agita, a neblina que nos cerca, ou o luar que nos envolve. Perdi-me em mil pensamentos, busquei o Pico para além do horizonte e deixei-me enredar em sonhos de côr. Senti o cheiro a mar, esse mar que é presença constante na minha vida, senti o Pico, a minha montanha, como se ali estivessem prontos para ser tocados em sons de poesia ou acordes de mar revolto.
O que é estar longe? O que é estar perto? Não sei! Não procuro certezas ou realidades evidentes, vivo sempre num eterno trapézio. Procuro o quê afinal? Talvez procure o Amor em cada pedra, em cada onda, em cada luar, em cada ser que comigo se cruza, não sei, se calhar nem me interessa saber. Deleito-me à deriva em cheiros de mar, em luares de vida, em palavras ditas pelo olhar e outras tantas por dizer.
Encostada neste banco procurei o sentido ou o sem sentido dos meus dias.
Deixei-me voar! Para lá do horizonte tudo acontece...


(Ericeira 7 de Outubro - foto: José Luís Ferreira)

2007-09-30

Era uma vez...

Os contos da minha infância começavam sempre com: "Era uma vez..." e terminavam: "... e foram felizes para sempre!", vivi neste mundo de fantasia em que os maus eram castigados e os bons recompensados.
Hoje, olho o mundo e vejo-o de pernas para o ar. Os bons muitas vezes são penalizados e os maus vivem eternamente felizes. O que me deixa mais chocada é que passei a ideia do mundo maravilhoso aos meus filhos. Será que eles estão preparados para viver num mundo para o qual eu não os alertei? Será que vão aprender a defender-se das leis actuais de uma sociedade cada vez mais materialista? Não sei. Gostava de continuar no eterno sonho que tudo tem um final feliz.
Olho em volta e vejo cada vez mais miséria, mais pessoas sem abrigo, trabalho ou dignidade humana. Onde andarão os finais felizes das minhas histórias de criança?
Onde andarão os valores que me ensinaram a praticar? Onde andará o darmo-nos em vez de dar-mos? O que fazemos realmente em relação àquela pessoa que passa por nós? Será que sorrimos? Será que estendemos a mão? Ou será que viramos a cara e fingimos que ninguém por nós passou?
Os contos da minha infância já não são o que eram, nós já não nos pautamos pela dávida ao próximo, estamos indiferentes e preocupados com o "nosso umbigo", transformamo-nos em seres que vivem apenas para si e esquecem o seu semelhante. É triste, a sociedade em que vivemos transfomou-nos em gente fria e cega à dôr dos outros.
Vamos a tempo de mudar?Claro que vamos! Olhemos quem passa como se só o fizesse uma vez na nossa vida, estendamos a mão a quem dela necessita e, o sorriso? Sim o sorriso esse aquece corações e afugenta as mágoas.
"Era uma vez... e viveram felizes para sempre"

2007-09-19

Zeca Garro


Mais um livro para figurar nos livros da minha vida. Foi lançado dia 17, no Museu dos Baleeiros. Não tenho palavras para descrever o que senti ao ler este livro por isso deixo-vos com as palavras do Dr. António Felix Rodrigues (apresentador do livro) : "A história do Zeca é uma história infantil de homens e de cagarros que se encontram sem se aperceberem o quanto são parecidos, mas onde os seus corações lhes dizem que vale a pena respeitarem-se.

A história do Zeca é um conto para adultos que saibam ler nas entrelinhas".
Um livro que recomendo a crianças, adolescentes e adultos .
Já agora lanço um apelo, vem aí o Outono, os cagarros juvenis ficam para trás porque ainda não voam o suficiente para fazer a viagem, por isso atenção nas estradas, conduzam devagar. Se encontrarem um cagarro protejam-no, contactem os Serviços do Ambiente ou levem-no para casa e libertem-no na manhã seguinte junto ao mar. Eles regressarão novamente e de certeza que vos agradecerão.

Ajudem a salvar os cagarros...


2007-09-11

Alguns dos livros da minha vida...

Aceitando o desafio lançado pelo José Augusto Soares, aqui vai a lista de 10 dos livros da minha vida (muitos mais existem, mas vou-me cingir ao pedido):
- Poemas Completos de Alberto Caeiro;
- Sonetos de Florbela Espanca;
- Os Maias de Eça de Queiroz;
- África Minha de Karen Blixen;
- Amor em tempo de Coléra de Gabriel Garcia Marquez;
- Contos de Eva Luna de Isabel Allende;
- Vinte Poemas de Amor e uma Canção Deseperada de Pablo Neruda;
- Perfume de Patrick Suskind;
- O Carteiro de Pablo Neruda de António Skarmeta;
- Conversas com Deus de Neale Donald Walsch (pelas questões polémicas que levanta);

Cabe-me agora a mim escolher mais 5 nomes, como visito poucos blogs, terei de cingir-me à minha lista de bloguistas, aqui vai:
Fernanda Serpa - Ilhas do Mar;
Sandra Amaral - São Mateus 2005;
Xana - Os da Montanha;
Paulo - Cristão do Asfalto
e claro
José Augusto Soares - Castelete sempre.

2007-08-21

Aos Homens que choram...

Cresci numa sociedade extremamente machista, em que os homens para o serem, não podiam demonstrar emoções. Cresci ao lado de vários, que não se importando com esses padrões, sempre mostraram o que lhes ia na alma. Vi muitos chorarem, vi muitos comoverem-se, vi muitos deixarem fluir livremente o Amor que sentiam pelas pessoas.

Nunca pensei, no entanto, que chegando ao século XXI ainda existam "pesudo-machos" que usam a prepotência, a arrogância e a ideia que são os donos da companheira com quem vivem e se escondem numa carapaça de ferro onde as emoções são relegadas para o caixote de lixo. Confesso que não aprecio este "tipo de homem", que não viveria com alguém que não deixa brotar os sentimentos sem se importar com o que a sociedade pensa. Admiro os homens que são capazes de sentir, de dar-se, de emocionar-se, de chorar quando algo os toca. São estes que respeito.

A sociedade actual, mais aberta e consciente aceita as pessoas como o são, não diferencia o homem da mulher, ou seja, não padroniza. Claro que o homem será sempre diferente da mulher e a mulher do homem, é na diferença que se complementam, mas não no que respeita a sentimentos, aí todos somos iguais, ou sentimos ou não.

Aos homens que ousam mostrar emoções deixo o meu abraço.

2007-08-13

Partida...



Confesso que apesar de ser cristã lido mal com a morte, não com a minha porque sei que estou de passagem e a porta está sempre entreaberta, muito embora me preocupe se estarei ou não presente nos acontecimentos importantes da vida dos meus filhos. O que me magoa é ver aqueles com quem convivo diariamente e os que amo partirem, fico sempre sufocada e até as palavras me doem, geralmente nessas ocasiões o silêncio apodera-se de mim e, se fosse avestruz, acho que escondia a cabeça num buraco.



A verdade é que não lido bem com partidas, prefiro sempre as chegadas. A chegada é sinónimo de alegria, de festa e mesmo que os nossos olhos derramem lágrimas são sempre um conforto para a alma. A partida é quase sempre um momento de tristeza em que a alma fica dorida e as lágrimas não atenuam a dor, são apenas sinal de sofrimento.


Não acredito que nesta altura da minha vida aprenda a lidar com isto, estou demasiado velha para mudar emoções que fazem parte de mim intrinsecamente.


Sei que vou encontrar em Deus um pouco de paz, mas por enquanto estou triste, apenas e só isto, triste...



2007-08-08

Lágrimas...


Amor Meu, só te queria abraçar e limpar as tuas lágrimas com os meus beijos, não existem palavras para dizer-te o quanto te amo e como percebo o que estás a sentir. Julguei sempre que teria as palavras certas, nas horas certas para te consolar, mas não. Por isso deixa-me abraçar-te e fazer com que os teus olhos brilhem de novo de alegria.




Sabes um Amigo verdadeiro não nos obriga a escolhas, aceita-nos como nós somos. Na amizade verdadeira a única exigência que há é a de sermos amigos e isso implica apoiarmo-nos nas tristezas e rirmos nas alegrias, ficarmos felizes pelos sonhos que os amigos realizaram, pelas metas que atingiram, pelos amores que lhes fizeram bem e, se acabarem mal, o nosso ombro estará lá para os consolar.




Cada vez mais me convenço que a amizade se mede pelas alegrias que conseguimos partilhar, por desejarmos que o nosso Amigo seja feliz e, mesmo que as lágrimas aflorem aos nossos olhos, termos a capacidade de sorrir para eles e por eles.




Um Amigo verdadeiro não pode querer ser o único na nossa vida, não pode exigir que só sejamos dele ou que abdiquemos daquilo que amamos para estar com ele, se assim for, a sua amizade não é verdadeira. Ninguém é de ninguém e, temos que dar espaço aos que amamos para que eles possam seguir o seu caminho e crescer saudavelmente livres, só assim podemos ser amigos.




Pensa no que escrevi para ti e espero que estas palavras ajudem a curar as tuas lágrimas.




Amo-te como és, sem exigências.

2007-08-06

Infinitivamente Castelete...

Hoje ao mergulhar nas águas límpidas que te banham, deixei-me-voar. Voei livre em asas de sonhos e fantasias, de piratas ou sereias que ousamos inventar. As ondas arrastavam-me e eu deixava-me arrastar ao sabor da maré e do vento. Voei livre como se fosse uma gaivota ou uma cagarra em gritos de azul e vento. Lembrei-me de ti, não estavas lá para me ensinar a mergulhar ou desfrutar as ondas. Onde andas meu pássaro azul? Longe de mim e dos carinhos que desfrutamos naquele mar imenso. Onde andas meu cavaleiro andante? Não estavas lá e, com a maré cheia de gente, eu sentia-me só. Faltavas tu, só tu preenches os meus dias e as minhas noites, quando de mansinho, olhamos as estrelas e o luar.
Vem meu pássaro azul, vem meu cavaleiro andante, vamos mergulhar no infinito azul e de mansinho esperar que a lua nos banhe em desejos e segredos de amor...
Amanhã volto à rotina, o castelete permanece em mim, tu estás em mim. E, eu? Eu vou voar na asas das gaivotas ou das cagarras...até ti.

2007-08-04

Almoço de Bloguistas no Pico



Aceitando o desafio lançado pelo autor do casteletesempre, reunimo-nos no 1º andar do Restaurante Lagoa para um almoço convívio. Estiveram presentes os bloguistas assumidos casteletesempre, saomateus2005, ardemares, ilhasdomar, bordado demurmurios, devaneios e um comentador (felizmente não anónimo) Artur Xavier, bem como o Sr. Luís Monte.
Foi um excelente momento à volta da mesa com boa comida e vinho do nosso Pico, regado com ideias e vontade de fazer mais almoços destes. Para o ano contamos que mais bloguistas se unam a nós, que façam da blogosfera uma forma saudável de comunicar, partilhar ideias, debater assuntos sem receios e assumindo aquilo que pensamos. Será que é tão difícil dar a cara? É tão difícil assumir aquilo que pensamos? Penso que não, vivemos numa sociedade livre e um cidadão livre tem direito a expressar o que pensa e tem o dever de assumir aquilo que é.
Conto voltar a reunir-me com este grupo e venham mais, estamos abertos a todos aqueles que querem estar juntos neste mundo que é cada vez mais global. Obrigado casteletesempre. Obrigado a todos os que estiveram presentes.